terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Causos do Arantinho

por Arantinho
O Boi de Mamão I
Entre o natal e o carnaval sempre foi a época de dançar o boi, de botar o boi na rua, de vadiá com o boi. A descrição mais antiga é de 1871, feita por José Arthur Boiteux, que descreveu sobre o bumba – meu – boi e indicando a filiação nordestina do nosso folclore local. Dizem que, na pressa de fazer o boi, utilizou-se um mamão verde como cabeça, razão pela qual a dança nessas paragens ganhou o nome de boi de mamão. No Brasil inteiro existe essa manifestação com o boi. Boi bumbá, bumba – meu – boi, boi de reis, boi Calemba, boi da cara preta etc... Mas só na Ilha e em alguns lugares do litoral de Santa Catarina é conhecido como Boi de mamão. Em outras localidades do nosso litoral também é conhecido como boi de pano ou boi de pau.
Os bichos representam as mais variadas culturas, desde a representação do dragão chinês (Bernúncia); a mulher européia chegada na região (Maricota); a mulher africana representada em muitas danças pela Marieta; o marimbondo, o macaco e o urubu representando a cultura local. Em alguns “bois” aparece até o “Caipora”, representando a cultura indígena. Em muitos também aparecem o urso branco e o urso preto, bichos que eu nem sei como apareceram aqui nesta terra de sol e mar.
A música é diferente de lugar para lugar, de bairro para bairro. A letra, tirando os versos de improviso são todos parecidos, mas a essência musical é a mistura açoriana com a batida africana. Já o tema é o mesmo para todos, a morte e a ressurreição do boi. Ele é a figura principal da brincadeira.
Ele brinca no terreiro chamado pelo Mateus e o vaqueirinho. Depois ele morre. Quase é comido a bicadas pelo urubu, que sai correndo perseguido pelo cachorro. É benzido por uma benzedeira ou um benzedor, depois que o médico não consegue salvá-lo. Benzido e salvo aproveita-se para pedir uma gorjeta ao dono da casa: “Eu benzo esse boi com uma folhinha de capim, o dono da casa dá uma gorjeta prá mim”. O boi se mexe como sinal de melhora, se levanta e brinca novamente para alegria de todos. Aparece o cavalinho para laçálo. O cavaleiro, envergonhado, nunca consegue laçar o boi na primeira laçada. O coitado é vaiado e fica mais nervoso. A laçada fica mais difícil e ele, apavorado com os apupos, quer laçar o boi e sair do meio do salão o quanto antes. Então o boi pára, abaixa a galhada, lhe dá uma chance para ser laçado. Palmas e gritos de vivas ecoam no terreiro. O cavalinho e cavaleiro estão felizes.
Aos pulos aparece a cabra. Sempre com “caganeira” dança em disparada. O povo sempre gosta da simpatia da cabrabrinha, e os cantadores cantam forte: “ê cabra, ê cabra, dá um pulo e dá um berro.. ela comeu minha parreira, ela tá com caganeira ”.
A bernúncia, aquele bicho feio e comprido, abre aquele bocão e vem comendo tudo. As crianças, apavoradas, se agarram aos pais para não serem engolidas por ela. Algumas choram, outras saem correndo. Uma criança aparece bem na frente e é engolida na hora, para apavoro ainda maior da criançada. E a musica diz: “a bernúncia é bicho brabo, engoliu Mané João, come pão come bolacha, come tudo que lhes dão...” Quando ela vai embora as crianças dão graças a Deus!
Quando a Maricota aparece, dando braçadas, salve-se quem puder. Ninguém quer receber uma “raquetada” daquele mulherão na cabeça. Aparece o Valdemar, baixinho, seu marido. O povo sempre ri pelo contraste de tamanhos. A Marieta, meio acanhada, acompanha na dança. E dizer que os brincos e o colar da Maricota nós fazíamos das bagas de “arrebenta-cavalo” que apanhávamos nos pastos!
O marimbondo dança como quem não quer nada. Espeta os desprevenidos e sai em disparada procurando outra presa. O marimbondo é feito com um balaio cheio de espinhos de laranjeira. Dói, barbaridade!
Também aparece o macaco, o cachorro, o urso branco e o urso preto. Um mais feio que o outro, para assustar a criançada e deixando muitos adultos também “encagaçados”.
O Boi de Mamão I
Entre o natal e o carnaval sempre foi a época de dançar o boi, de botar o boi na rua, de vadiá com o boi. A descrição mais antiga é de 1871, feita por José Arthur Boiteux, que descreveu sobre o bumba – meu – boi e indicando a filiação nordestina do nosso folclore local. Dizem que, na pressa de fazer o boi, utilizou-se um mamão verde como cabeça, razão pela qual a dança nessas paragens ganhou o nome de boi de mamão. No Brasil inteiro existe essa manifestação com o boi. Boi bumbá, bumba – meu – boi, boi de reis, boi Calemba, boi da cara preta etc... Mas só na Ilha e em alguns lugares do litoral de Santa Catarina é conhecido como Boi de mamão. Em outras localidades do nosso litoral também é conhecido como boi de pano ou boi de pau.
Os bichos representam as mais variadas culturas, desde a representação do dragão chinês (Bernúncia); a mulher européia chegada na região (Maricota); a mulher africana representada em muitas danças pela Marieta; o marimbondo, o macaco e o urubu representando a cultura local. Em alguns “bois” aparece até o “Caipora”, representando a cultura indígena. Em muitos também aparecem o urso branco e o urso preto, bichos que eu nem sei como apareceram aqui nesta terra de sol e mar.
A música é diferente de lugar para lugar, de bairro para bairro. A letra, tirando os versos de improviso são todos parecidos, mas a essência musical é a mistura açoriana com a batida africana. Já o tema é o mesmo para todos, a morte e a ressurreição do boi. Ele é a figura principal da brincadeira.
Ele brinca no terreiro chamado pelo Mateus e o vaqueirinho. Depois ele morre. Quase é comido a bicadas pelo urubu, que sai correndo perseguido pelo cachorro. É benzido por uma benzedeira ou um benzedor, depois que o médico não consegue salvá-lo. Benzido e salvo aproveita-se para pedir uma gorjeta ao dono da casa: “Eu benzo esse boi com uma folhinha de capim, o dono da casa dá uma gorjeta prá mim”. O boi se mexe como sinal de melhora, se levanta e brinca novamente para alegria de todos. Aparece o cavalinho para laçálo. O cavaleiro, envergonhado, nunca consegue laçar o boi na primeira laçada. O coitado é vaiado e fica mais nervoso. A laçada fica mais difícil e ele, apavorado com os apupos, quer laçar o boi e sair do meio do salão o quanto antes. Então o boi pára, abaixa a galhada, lhe dá uma chance para ser laçado. Palmas e gritos de vivas ecoam no terreiro. O cavalinho e cavaleiro estão felizes.
Aos pulos aparece a cabra. Sempre com “caganeira” dança em disparada. O povo sempre gosta da simpatia da cabrabrinha, e os cantadores cantam forte: “ê cabra, ê cabra, dá um pulo e dá um berro.. ela comeu minha parreira, ela tá com caganeira ”.
A bernúncia, aquele bicho feio e comprido, abre aquele bocão e vem comendo tudo. As crianças, apavoradas, se agarram aos pais para não serem engolidas por ela. Algumas choram, outras saem correndo. Uma criança aparece bem na frente e é engolida na hora, para apavoro ainda maior da criançada. E a musica diz: “a bernúncia é bicho brabo, engoliu Mané João, come pão come bolacha, come tudo que lhes dão...” Quando ela vai embora as crianças dão graças a Deus!
Quando a Maricota aparece, dando braçadas, salve-se quem puder. Ninguém quer receber uma “raquetada” daquele mulherão na cabeça. Aparece o Valdemar, baixinho, seu marido. O povo sempre ri pelo contraste de tamanhos. A Marieta, meio acanhada, acompanha na dança. E dizer que os brincos e o colar da Maricota nós fazíamos das bagas de “arrebenta-cavalo” que apanhávamos nos pastos!
O marimbondo dança como quem não quer nada. Espeta os desprevenidos e sai em disparada procurando outra presa. O marimbondo é feito com um balaio cheio de espinhos de laranjeira. Dói, barbaridade!
Também aparece o macaco, o cachorro, o urso branco e o urso preto. Um mais feio que o outro, para assustar a criançada e deixando muitos adultos também “encagaçados”.
Não existe um número definido de figuras, dependendo estas do lugar e do grupo que apresenta a dança, não sendo rara a inovaçao. No boi do Pântano do Sul, antigamente, existia até a caipora, representada por uma mulher de branco com uma peneira na cabeça. De noite dava medo.
Continua da próxima semana...!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Coluna de Quinta
por Alexandre Carlos Aguiar
A vontade de fazer errado
O ano de 2010, definitivamente, não nos deu até agora, aos avaianos, boas expectativas.
Antes, quero ressaltar que não sou “modinha”, não comento resultados de jogo, não sou bipolar de na boa aplaudir e na podre, bater. Olho o contexto, o macro, aprecio toda a floresta e identifico as árvores, para daí tirar conclusões. Não uso a 3ª. Lei de Newton, da ação e reação, ao contrário, procuro sempre a lógica dialética de Hegel e busco a síntese.
Dito isso, digo que há uma impressão de que o Avaí começou com uma vontade de fazer as coisas erradas neste começo de ano. Com qual necessidade, não sabemos. Mas há a impressão.
Se em 2009 começamos claudicantes no campeonato catarinense, após a histórica campanha do acesso de 2008, e depois fomos campeões; se também tivemos dissabores no brasileiro e, ao final, acabamos elogiados pela mídia nacional e fomos até destaque em edições internacionais pela satisfatória campanha e tudo graças a um bom trabalho de bastidores, em 2010 tivemos o dissabor de assistir ao adeus a nossos jogadores como se um vento encanado passasse pela porta.
O time que está sendo montado parece bom, embora precise jogar para minorar as dúvidas.
Também mal digerimos o aumento insensato, na hora errada, das mensalidades para sócio-torcedores. Aliás, ressalto sempre esta situação: somos, os sócios, apenas torcedores com direito a comprar ingressos antecipados. Nada mais que isso. Que fique claro!
E, ainda que estejamos em começo de campeonato, com jogadores recém descidos do avião, com alguns sem nem uma liberação definitiva para jogar, ou outros fazendo usucapião do DM, estamos assistindo ao ataque inoperante e vivendo de correrias robertianas. Além do mais, poderíamos colocar duas linhas de zaga, uma lá atrás e outra lá na frente, que os resultados seriam melhores do que estamos vendo.
Porém, vou reassumir meu posto de observador e não de crítico, pois devo estar mesmo é com muito mau humor. Não entendo, honestamente, como se mexe em time que está ganhando. Tanto o do campo como o da torcida.
A vontade de fazer errado
O ano de 2010, definitivamente, não nos deu até agora, aos avaianos, boas expectativas.
Antes, quero ressaltar que não sou “modinha”, não comento resultados de jogo, não sou bipolar de na boa aplaudir e na podre, bater. Olho o contexto, o macro, aprecio toda a floresta e identifico as árvores, para daí tirar conclusões. Não uso a 3ª. Lei de Newton, da ação e reação, ao contrário, procuro sempre a lógica dialética de Hegel e busco a síntese.
Dito isso, digo que há uma impressão de que o Avaí começou com uma vontade de fazer as coisas erradas neste começo de ano. Com qual necessidade, não sabemos. Mas há a impressão.
Se em 2009 começamos claudicantes no campeonato catarinense, após a histórica campanha do acesso de 2008, e depois fomos campeões; se também tivemos dissabores no brasileiro e, ao final, acabamos elogiados pela mídia nacional e fomos até destaque em edições internacionais pela satisfatória campanha e tudo graças a um bom trabalho de bastidores, em 2010 tivemos o dissabor de assistir ao adeus a nossos jogadores como se um vento encanado passasse pela porta.
O time que está sendo montado parece bom, embora precise jogar para minorar as dúvidas.
Também mal digerimos o aumento insensato, na hora errada, das mensalidades para sócio-torcedores. Aliás, ressalto sempre esta situação: somos, os sócios, apenas torcedores com direito a comprar ingressos antecipados. Nada mais que isso. Que fique claro!
E, ainda que estejamos em começo de campeonato, com jogadores recém descidos do avião, com alguns sem nem uma liberação definitiva para jogar, ou outros fazendo usucapião do DM, estamos assistindo ao ataque inoperante e vivendo de correrias robertianas. Além do mais, poderíamos colocar duas linhas de zaga, uma lá atrás e outra lá na frente, que os resultados seriam melhores do que estamos vendo.
Porém, vou reassumir meu posto de observador e não de crítico, pois devo estar mesmo é com muito mau humor. Não entendo, honestamente, como se mexe em time que está ganhando. Tanto o do campo como o da torcida.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Ressacada, Finalmente!

Hoje tem jogo na Ressacada, depois de pouco mais de um mês podemos voltar à Ressacada e assistir o nosso Leão, antes é claro tem a cervejinha e o "espetinho de gato" do Alemão. Não é o time principal, mas não tem problema, a partir da hora em que se veste a camisa do Avaí, o único representante catarinense da série A, a coisa fica séria, tem que honrar e jogar para a vitória. O grande atrativo do jogo de hoje, além de voltar a Ressacada e rever os amigos, são os jogadores que nos enxeram os olhos na copinha do ano passado e é claro o Avaí! O Avaí é o grande atrativo desse domingo, lutamos pelo bicampeonato não conquistado desde 1945, somos o favorito e nossos jogadores devem lutar por isso!
Nossa calejada torcida levou um duro golpe com o aumento das mensalidades, alguns deixaram de ser sócios, outros estão fazendo um grande sacrifício para continuar pagando, e ainda tem os que estão fazendo uma "vaquinha" e rachando o PFC, os amigos avaianos se reunem, fazem uma festa, um churrasco e dividem o valor do pay-per-veiw, essa deve ser a jogada da galera que não vai mais à Ressacada, totalmente compreensível.
O que importa é que a torcida pelo Leão continua, de todos os jeitos, mas com um só objetivo, títulos!
Saudações Azurras
Netumba
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Marcos Aurélio

Está no site do Coritiba, Marcos Aurélio não vem para o Avaí, esse atacante que seria um excelente reforço para o Leão preferio ficar, azar o dele...
“Ficar é a minha vontade”
“Quero ficar, o Coritiba é clube grande, de estrutura, tem ambiente bom de trabalho e um time que certamente fará uma boa temporada. Quero ficar, lutar pela artilharia das competições e voltar com o clube à série A”
Saudações Azurras
Netumba
Coluna de Quinta
por Alexandre Carlos Aguiar
Domingo tem futebol
Há uma velha frase famosa de Gabriel Garcia Marques, “Todo o mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa”, que me faz lembrar também de nosso clube e de nossa torcida.
Quando foi que deixamos de apoiar nosso Avaí?
Nadamos por alguns bons anos numa maré terrível, de muito sofrimento, ladeando as fronteiras da iniqüidade futebolística, amargando resultados ruins e campanhas desastrosas. Naquele momento, pouca gente com ao menos dois neurônios acompanharia tal situação.
Mas nós estávamos lá. Acho que nem temos muitos neurônios assim, por certo!
Enfrentamos engarrafamentos estressantes, chuvas torrenciais, ventos cortantes, frios siberianos, times terríveis (alguém se lembra do Joelson e do Zaltron?), mas a nossa paixão nunca se abalou. Forjamos torcedores fortes, quase uns gladiadores, a torcer pelo Leão.
Houve um tempo em que nem éramos muitos, mas éramos o suficiente para apoiar e acreditar que as coisas iam, um dia, mudar.
As coisas mudaram. E bastante!
Somos uma legião de torcedores diferenciados no cenário do futebol brasileiro. Ainda me recordo do Lédio Carmona, da SportTV, no começo do campeonato brasileiro, ter dito que os jogos na Ressacada seriam duríssimos para os times adversários, pois ali era um caldeirão.
E o Avaí, como um todo, em sua estrutura e planejamento para o futebol, também mudou. Para muito melhor.
Porém, na sanha de se fazer grande, quer dar os passos maiores que as suas pernas, quer cobrar do torcedor sofrido e calejado uma suposta insolvência. Vai dar com os burros n’água e vai ter que voltar atrás. Ou, ao menos, achar uma solução mais inteligente.
Mas o torcedor, esse saco de paixões e inconseqüências não vai abandonar esse time logo agora que poderá comer um filé mignon. O diretor pode até trair o torcedor, mas o torcedor avaiano é fiel ao Leão da Ilha e jamais o abandonará.
Há alguns por aí que, em protesto, não querem torcida na Ressacada, querem que o torcedor corra das dificuldades, querem que o torcedor se afaste de sua paixão. Tem gente querendo público zero, sem saber que isso é coisa dos rebaixados falidos. Bobagem! Basta a sensação de ir querer assistir ao seu time em campo para que aquela coçadinha de estar nas arquibancadas surja.
Tenho certeza absoluta que no domingo a Ressacada vai bombar. Já passamos por situações mais complicadas que esta e nem por isso os avaianos abandonaram o barco. E ainda cuidam para que o barco não bata nas pedras.
Que isso sirva de lição para que os torcedores frouxos, pijaminhas, chinelinhos e modinhas, verdadeiros icebergs, repensem em seus times e suas paixões. Que alguns diretores aprendam que não se mata uma paixão e que não se intimida uma torcida. E que os avaianos de corpo e de espírito corram para a Ressacada, pois domingo tem futebol.
Com os dissabores e os malquereres a gente convive, mas sem o Leão da Ilha, não. A vida não teria graça sem isso.
Domingo tem futebol
Há uma velha frase famosa de Gabriel Garcia Marques, “Todo o mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa”, que me faz lembrar também de nosso clube e de nossa torcida.
Quando foi que deixamos de apoiar nosso Avaí?
Nadamos por alguns bons anos numa maré terrível, de muito sofrimento, ladeando as fronteiras da iniqüidade futebolística, amargando resultados ruins e campanhas desastrosas. Naquele momento, pouca gente com ao menos dois neurônios acompanharia tal situação.
Mas nós estávamos lá. Acho que nem temos muitos neurônios assim, por certo!
Enfrentamos engarrafamentos estressantes, chuvas torrenciais, ventos cortantes, frios siberianos, times terríveis (alguém se lembra do Joelson e do Zaltron?), mas a nossa paixão nunca se abalou. Forjamos torcedores fortes, quase uns gladiadores, a torcer pelo Leão.
Houve um tempo em que nem éramos muitos, mas éramos o suficiente para apoiar e acreditar que as coisas iam, um dia, mudar.
As coisas mudaram. E bastante!
Somos uma legião de torcedores diferenciados no cenário do futebol brasileiro. Ainda me recordo do Lédio Carmona, da SportTV, no começo do campeonato brasileiro, ter dito que os jogos na Ressacada seriam duríssimos para os times adversários, pois ali era um caldeirão.
E o Avaí, como um todo, em sua estrutura e planejamento para o futebol, também mudou. Para muito melhor.
Porém, na sanha de se fazer grande, quer dar os passos maiores que as suas pernas, quer cobrar do torcedor sofrido e calejado uma suposta insolvência. Vai dar com os burros n’água e vai ter que voltar atrás. Ou, ao menos, achar uma solução mais inteligente.
Mas o torcedor, esse saco de paixões e inconseqüências não vai abandonar esse time logo agora que poderá comer um filé mignon. O diretor pode até trair o torcedor, mas o torcedor avaiano é fiel ao Leão da Ilha e jamais o abandonará.
Há alguns por aí que, em protesto, não querem torcida na Ressacada, querem que o torcedor corra das dificuldades, querem que o torcedor se afaste de sua paixão. Tem gente querendo público zero, sem saber que isso é coisa dos rebaixados falidos. Bobagem! Basta a sensação de ir querer assistir ao seu time em campo para que aquela coçadinha de estar nas arquibancadas surja.
Tenho certeza absoluta que no domingo a Ressacada vai bombar. Já passamos por situações mais complicadas que esta e nem por isso os avaianos abandonaram o barco. E ainda cuidam para que o barco não bata nas pedras.
Que isso sirva de lição para que os torcedores frouxos, pijaminhas, chinelinhos e modinhas, verdadeiros icebergs, repensem em seus times e suas paixões. Que alguns diretores aprendam que não se mata uma paixão e que não se intimida uma torcida. E que os avaianos de corpo e de espírito corram para a Ressacada, pois domingo tem futebol.
Com os dissabores e os malquereres a gente convive, mas sem o Leão da Ilha, não. A vida não teria graça sem isso.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Prepara a Gelada Alemão...

Alemão! Prepara a gelada e o espetinho de gato que domingo começa a peregrinação à Ressacada, domingo o Leão entra em campo pra defender o título Catarinense e voltar a ser o mais vezes campeão catarinense.
Infelizmente lá em casa o número de sócios diminuiu pela metade, éramos dois, agora sou apenas eu, e não foi só lá em casa não, na minha família éramos em oito e agora somos só quatro, ou seja, caiu 50% o número de sócios na família Fontes e pelo que estou sentindo, esse deve ser mais ou menos o número de associados que estão abandonando a Ressacada: 50%. E esse deve ser o número do aumento do PFC.
Confirmando-se isso fica provado que a diretoria está dando um tiro no pé, a receita vai cair e se ficamos no vermelho em 2009 imagina em 2010 com o aumento do número de jogos. Querer elitizar um esporte popular é muito perigoso, mas se esse é um caminho sem volta, então que se construa heliportos em volta do estádio, pois a burguesada não vai querer enfrentar as filas monstruosas que se formam em dias de jogo.
Saudações Azurras
Netumba
Causos do Arantinho

por Arantinho
O Circo no Campeche
E depois de tanto compor e cantar lindas canções, Jorge Coelho resolve escrever também suas “estórias”. Lançou seu livro “Triângulo das Bernunças”, referência à sua vida vivida em três cidades que estão em seu coração e que possuem a mesma linhagem cultural: Imbituba, Laguna e Florianópolis. Nasceu em Imbituba (conhecida também como Zimba), estudou em Laguna e veio também estudar e trabalhar em Florianópolis a partir de 1967. Daqui não saiu mais e ficou, então, entrelaçado dentro da bernunça, peça folclórica do nosso boi-de-mamão, tanto de Florianópolis quanto de Laguna e Imbituba. Fiquei muito feliz e lisonjeado ao ser convidado para escrever algumas palavras, sobre o Jorge, para a capa do seu livro. Assim escrevi: “Jorge Coelho nos lava a alma com suas canções e versos que traduzem bem o espírito do povo do litoral de Santa Catarina. Consegue agradar todas as gerações com sua melodia gostosa de ouvir, como o barulho suave das ondas em dia de calmaria.”
Entre as várias “estórias” que estão no seu livro vou transcrever “O circo no Campeche”, pois só quem já foi num desses circos consegue sentir e imaginar a realidade de um circo no interior da ilha.
Diz ele que era uma tarde de domingo e o Zeca, seu irmão, com a esposa e a filha estavam lhe fazendo uma visita, em sua casa no Campeche. Lá pelas tantas ouviram pelo auto-falante o anúncio da chegada de um circo nas imediações da igrejinha de São Sebastião e que, dentro de meia hora, começaria a primeira sessão. Dentre as atrações haveria uma tourada, o que lhe encheu de interesse. Naquela época, diz ele, “a tourada representava a atração máxima dos circos. Tanto é que era sempre reservada para o fim do espetáculo, como o apogeu, o grand finale”.
Ele e seu irmão resolveram, então, ir conhecer o circo e, quem sabe, ainda assistir a primeira sessão. “Ao chegar em frente aquela lona armada, nos demos conta da precariedade do circo. Tudo era muito decadente. A pobreza das instalações era tanta que nem nos animamos em voltar e pegar nossas crianças para assistir a sessão. Pagamos os ingressos, tomamos assento na fileira mais baixa da arquibancada e resolvemos assumir sozinhos o risco da aventura, mais por razões históricas pessoais do que por outra coisa. O espetáculo começou. A cada ato, a péssima qualidade artística da companhia ficava mais evidente. Foi duro esperar pela tourada. Quando chegou a hora dela é que eu comecei a prestar atenção na fragilidade da cerca que separava a arena do público... pensei: ‘isso vai da cosa!’. Anunciaram a entrada do toureiro, que foi saudado pelo público. Em seguida abriram a porteira para a entrada do animal. A cena que se segue é inesquecível. Não era um touro, mas sim uma vaca que ia sair pelo portão que ficava do lado oposto donde eu estava sentado. Ela começou a esfregar as patas dianteiras no assoalho do curral, como se estivesse preparando um bote ou uma corrida desenfreada. Babava pelos cantos da boca e não parava de me olhar. Eu não queria acreditar, mas minha intuição dizia que ela tinha me tirado pra vítima. Quanto mais ela olhava para mim, mais as minhas pernas tremiam e faziam de mim uma presa inerte. Quando aquela peste resolveu dar o arranque, nem quis saber do toureiro. Partiu logo em minha direção. Fez uma linha reta e se jogou contra a cerca. Entalada, a maldita ficou com a metade do corpo pra dentro da arena e a outra metade pro lado de fora, a trinta centímetros do meu queixo. O Zeca, meu irmão, foi parar lá na última fileira e eu, tremendo feito vara verde, completamente atordoado, alisava a testa da vaca enquanto falava baixinho, em tom sedutor: ‘Tiquinha, Tiquinha, Tiquinha...’
Olha Jorge, tivesse foi muita sorte. Um dia vou te contar a “estória” dum carneiro brabo num circo no Pântano do Sul. Não tive tanta sorte assim. Por que não fizesse uma música sobre essa “estória”, homem de Deus? Podes ter certeza que daria um samba, um tango, uma valsa, e até um bolero sedutor: “Tiquinha, Tiquinha, Tiquinha...”.
Colaboradora da coluna: Kátia Lorenzon Vieira
Entre as várias “estórias” que estão no seu livro vou transcrever “O circo no Campeche”, pois só quem já foi num desses circos consegue sentir e imaginar a realidade de um circo no interior da ilha.
Diz ele que era uma tarde de domingo e o Zeca, seu irmão, com a esposa e a filha estavam lhe fazendo uma visita, em sua casa no Campeche. Lá pelas tantas ouviram pelo auto-falante o anúncio da chegada de um circo nas imediações da igrejinha de São Sebastião e que, dentro de meia hora, começaria a primeira sessão. Dentre as atrações haveria uma tourada, o que lhe encheu de interesse. Naquela época, diz ele, “a tourada representava a atração máxima dos circos. Tanto é que era sempre reservada para o fim do espetáculo, como o apogeu, o grand finale”.
Ele e seu irmão resolveram, então, ir conhecer o circo e, quem sabe, ainda assistir a primeira sessão. “Ao chegar em frente aquela lona armada, nos demos conta da precariedade do circo. Tudo era muito decadente. A pobreza das instalações era tanta que nem nos animamos em voltar e pegar nossas crianças para assistir a sessão. Pagamos os ingressos, tomamos assento na fileira mais baixa da arquibancada e resolvemos assumir sozinhos o risco da aventura, mais por razões históricas pessoais do que por outra coisa. O espetáculo começou. A cada ato, a péssima qualidade artística da companhia ficava mais evidente. Foi duro esperar pela tourada. Quando chegou a hora dela é que eu comecei a prestar atenção na fragilidade da cerca que separava a arena do público... pensei: ‘isso vai da cosa!’. Anunciaram a entrada do toureiro, que foi saudado pelo público. Em seguida abriram a porteira para a entrada do animal. A cena que se segue é inesquecível. Não era um touro, mas sim uma vaca que ia sair pelo portão que ficava do lado oposto donde eu estava sentado. Ela começou a esfregar as patas dianteiras no assoalho do curral, como se estivesse preparando um bote ou uma corrida desenfreada. Babava pelos cantos da boca e não parava de me olhar. Eu não queria acreditar, mas minha intuição dizia que ela tinha me tirado pra vítima. Quanto mais ela olhava para mim, mais as minhas pernas tremiam e faziam de mim uma presa inerte. Quando aquela peste resolveu dar o arranque, nem quis saber do toureiro. Partiu logo em minha direção. Fez uma linha reta e se jogou contra a cerca. Entalada, a maldita ficou com a metade do corpo pra dentro da arena e a outra metade pro lado de fora, a trinta centímetros do meu queixo. O Zeca, meu irmão, foi parar lá na última fileira e eu, tremendo feito vara verde, completamente atordoado, alisava a testa da vaca enquanto falava baixinho, em tom sedutor: ‘Tiquinha, Tiquinha, Tiquinha...’
Olha Jorge, tivesse foi muita sorte. Um dia vou te contar a “estória” dum carneiro brabo num circo no Pântano do Sul. Não tive tanta sorte assim. Por que não fizesse uma música sobre essa “estória”, homem de Deus? Podes ter certeza que daria um samba, um tango, uma valsa, e até um bolero sedutor: “Tiquinha, Tiquinha, Tiquinha...”.
Colaboradora da coluna: Kátia Lorenzon Vieira
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Coluna de Quinta
por Alexandre Carlos Aguiar
O Desmanche dos Sócios
Muito se falou, após o término do Brasileirão, de um desmanche do time que joga na Ressacada, o nosso Avaí. A situação se configura dessa maneira haja vista a saída dos principais jogadores que estrelaram no time na última temporada. Porém, eu entendo como desmanche a desintegração total e absoluta de um objeto, um evento ou um processo. A partir dali, deixa de existir.
Pelo que se sabe, na Ressacada, isso está muito longe de acontecer. Até porque se está montando um time com qualificações semelhantes ao que nos alegrou no ano passado, razão que nos dá ânimo para ver um Avaí tão competitivo na temporada 2010 quanto foi em 2009. Só falam em desmanche as viúvas dos atletas que se foram e ficam a chorar por suas ausências. “O que será de nós, agora? Buááá”, é o choro que eu ouço freqüentemente. Bobagens!
Mas há um desmanche real, absoluto e irreversível, este sim, que está acontecendo, com dramáticas conseqüências para o futuro: a majoração de mensalidades ao sócio-torcedor.
O que advirá daí será a debandada de torcedores da Ressacada, que se afastarão por completo do estádio.
Bem sabemos, os que acompanham futebol, que montar equipes vencedoras, ao menos competitivas, sanear as dívidas, manter projetos e planejamentos e construir praças de esporte requer dinheiro. Uma criança de colo, que já saiba falar papai e mamãe sabe disso.
Ao longo da história do futebol brasileiro, diversos clubes e agremiações passaram por isso, foram bem sucedidos quando havia algum em seus cofres e, logo depois, caíram na mais terrível e profunda falência. Poderia fazer aqui uma lista, mas me reporto ao rebaixado do outro lado das pontes como o exemplo mais recente. Creio que dificilmente se reerguerá, ao menos que se planeje construir outra ponte por aqui...
Muito se falou, após o término do Brasileirão, de um desmanche do time que joga na Ressacada, o nosso Avaí. A situação se configura dessa maneira haja vista a saída dos principais jogadores que estrelaram no time na última temporada. Porém, eu entendo como desmanche a desintegração total e absoluta de um objeto, um evento ou um processo. A partir dali, deixa de existir.
Pelo que se sabe, na Ressacada, isso está muito longe de acontecer. Até porque se está montando um time com qualificações semelhantes ao que nos alegrou no ano passado, razão que nos dá ânimo para ver um Avaí tão competitivo na temporada 2010 quanto foi em 2009. Só falam em desmanche as viúvas dos atletas que se foram e ficam a chorar por suas ausências. “O que será de nós, agora? Buááá”, é o choro que eu ouço freqüentemente. Bobagens!
Mas há um desmanche real, absoluto e irreversível, este sim, que está acontecendo, com dramáticas conseqüências para o futuro: a majoração de mensalidades ao sócio-torcedor.
O que advirá daí será a debandada de torcedores da Ressacada, que se afastarão por completo do estádio.
Bem sabemos, os que acompanham futebol, que montar equipes vencedoras, ao menos competitivas, sanear as dívidas, manter projetos e planejamentos e construir praças de esporte requer dinheiro. Uma criança de colo, que já saiba falar papai e mamãe sabe disso.
Ao longo da história do futebol brasileiro, diversos clubes e agremiações passaram por isso, foram bem sucedidos quando havia algum em seus cofres e, logo depois, caíram na mais terrível e profunda falência. Poderia fazer aqui uma lista, mas me reporto ao rebaixado do outro lado das pontes como o exemplo mais recente. Creio que dificilmente se reerguerá, ao menos que se planeje construir outra ponte por aqui...
A administração do Avaí Futebol Clube, prevendo isso, resolveu apostar nos cofres dos sócios torcedores, resguardando-se de infortúnios futuros e imaginando que a “turma” iria até o fim com esse projeto.
Bom, o torcedor avaiano vai, sim, até o fim. Mas até onde dá. É um torcedor bravo, ainda que dicotômico (lembram-se das pichações), mas é apaixonado, fiel, guerreiro, um torcedor especial. Contudo, a direção avaiana esqueceu que este torcedor mora numa cidade de classe média baixa, com ganhos mensais de não mais que 5 salários mínimos, se muito, vivendo do comércio ou de repartições públicas, e que depende de temporadas ensolaradas para que algum dinheirinho extra entre nos orçamentos da Capital. Chegamos, então a um beco sem saída. Como ter investimentos se o torcedor não tem como repor?
Apostar nisso, no bolso dos sócios, é perda de tempo. O torcedor avaiano até desejaria continuar comparecendo à Ressacada, mas seu bolso ficou vazio. Além do mais, todo mundo faz gastanças astronômicas nas festas de fim de ano e um carnê de sócio com aumentos acima da inflação, logo em Janeiro, é uma piada pra lá de Zorra Total.
Acredito que isso será revisto, que uma reformulação dos pagamentos poderá acontecer, pois, do contrário, apenas os quero-queros serão ouvidos por uns poucos abonados que ainda podem pagar tal insensatez.
Bom, o torcedor avaiano vai, sim, até o fim. Mas até onde dá. É um torcedor bravo, ainda que dicotômico (lembram-se das pichações), mas é apaixonado, fiel, guerreiro, um torcedor especial. Contudo, a direção avaiana esqueceu que este torcedor mora numa cidade de classe média baixa, com ganhos mensais de não mais que 5 salários mínimos, se muito, vivendo do comércio ou de repartições públicas, e que depende de temporadas ensolaradas para que algum dinheirinho extra entre nos orçamentos da Capital. Chegamos, então a um beco sem saída. Como ter investimentos se o torcedor não tem como repor?
Apostar nisso, no bolso dos sócios, é perda de tempo. O torcedor avaiano até desejaria continuar comparecendo à Ressacada, mas seu bolso ficou vazio. Além do mais, todo mundo faz gastanças astronômicas nas festas de fim de ano e um carnê de sócio com aumentos acima da inflação, logo em Janeiro, é uma piada pra lá de Zorra Total.
Acredito que isso será revisto, que uma reformulação dos pagamentos poderá acontecer, pois, do contrário, apenas os quero-queros serão ouvidos por uns poucos abonados que ainda podem pagar tal insensatez.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Coluna de Quinta
por Alexandre Carlos Aguiar
Há que se acreditar mais no Avaí
As pessoas que me conhecem sabem o quanto eu insisto em se acreditar mais no Avaí e dar menos pelota para o que o senso comum repercute (diga-se mídia da Capital). Sou, também, absolutamente refratário a corneteiros, “ixpecialistas em futebol” e pessoas que acham que possuem a fórmula mágica para se ganhar jogos. São os chamados “xaropes de ocasião” e que torcem conforme o vento sopra. E há aqueles que só aparecem na boa, os tais “modinha”. Na grande e imensa maioria das vezes, essa gente morde a língua pela raiz, pois não sabem das histórias do que o Leão da Ilha é capaz de fazer.
A cornetagem da vez é o tal desmanche, o desfazimento completo e absoluto de um time de futebol e conseqüente fechamento do clube. Sim, isso é significado de desmanche e, pelo que se sabe, não é o que está ocorrendo. Até porque os jogadores que estão saindo fazem parte dos arranjos de mercado, não existe a menor possibilidade de ser diferente. E no Avaí há um planejamento, uma estrutura bem montada, cuja diretoria não fará loucuras.
Há, ainda, o consolo aos diversos torcedores. Uma meia dúzia não gostava declaradamente de Ferdinando, um outro monte de meia dúzia abominava mortalmente o Martini, outra meia dúzia vivia pegando no pé do Silas, mais uma meia dúzia tinha “senões” com o Muriqui, Marquinhos nunca foi unanimidade, todo mundo sabe, e até alguns já o chamam de mercenário. Outro grupo de meia dúzia insistia que Léo Gago não era isso tudo. Portanto, juntando meia dúzia daqui, meia dúzia dali, dá quase que uma torcida inteira. O que a direção do Avaí está fazendo é algo como “satisfazer a vontade da maioria”. Quem era crítico antes e reclama que estão saindo agora é hipócrita!
A nossa memória ainda é fresca, nossa campanha do Estadual no ano passado, 2008, era considerada por todos a mais espetacular dos últimos tempos em nosso Estado. Jogávamos um futebol encantador, de encher os olhos, com goleadas homéricas, dando sinais de que aquilo seria muito fácil. Não foi e não quero falar mais disso, pois eis que um certo time, jogando grotescamente algo que era parecido com futebol, foi campeão, com o título caído no colo. Mas é do futebol.
Fomos outra vez para a disputa da série B e alguns já imaginavam outra campanha para “bater na trave”. Não foi e teve até gol de vento sul. Ainda estão em nossas retinas aqueles gols “espíritas” que nosso time fez. Quem acompanhou estes momentos, se emocionou com o que via e acreditou, sabe o que o Avaí pode fazer.
A campanha da série A em 2009 começou com a ressaca do título estadual, ganhado de maneira soberba e absurda, quando muitos dos tais “modinhas” achavam que o Avaí amarelaria, que havia “vendido” um jogo para chegar à final e que ficaria na fila. Corneteiros e secadores, mais uma vez, morderam a língua. O Avaí, de novo, deu mostras de sua capacidade.
No começo da campanha irregular deste ano, houve quem pusesse dúvidas em Silas, em Marquinhos, em jogadores que suavam a camisa do Avaí, e dúvidas em diretores abnegados que se dedicam diuturnamente na Ressacada dando o melhor de si. O balanço do campeonato apresentou um time de porte médio fazendo uma campanha soberba.
Nós fomos muito longe. Muito mais do que se esperava de um time cujo orçamento é pequeno. Mas o Avaí sempre demonstra que pode dar a volta, que pode ir além das expectativas. E, ao final, estes “descrentes” vêm a público dizer que “Zunino é eterno”, “Marquinhos é o cara”, e por aí vai. Alguns até já querem fazer parte da janelinha do ônibus. Tem que dizer antes, tem que esperar pelos bons momentos antes, para não ser tachados de oportunistas depois.
O Avaí fará um belo 2010 e mais uma vez tapará a boca dos críticos de ocasião. Quem acreditar, verá!
Há que se acreditar mais no Avaí
As pessoas que me conhecem sabem o quanto eu insisto em se acreditar mais no Avaí e dar menos pelota para o que o senso comum repercute (diga-se mídia da Capital). Sou, também, absolutamente refratário a corneteiros, “ixpecialistas em futebol” e pessoas que acham que possuem a fórmula mágica para se ganhar jogos. São os chamados “xaropes de ocasião” e que torcem conforme o vento sopra. E há aqueles que só aparecem na boa, os tais “modinha”. Na grande e imensa maioria das vezes, essa gente morde a língua pela raiz, pois não sabem das histórias do que o Leão da Ilha é capaz de fazer.
A cornetagem da vez é o tal desmanche, o desfazimento completo e absoluto de um time de futebol e conseqüente fechamento do clube. Sim, isso é significado de desmanche e, pelo que se sabe, não é o que está ocorrendo. Até porque os jogadores que estão saindo fazem parte dos arranjos de mercado, não existe a menor possibilidade de ser diferente. E no Avaí há um planejamento, uma estrutura bem montada, cuja diretoria não fará loucuras.
Há, ainda, o consolo aos diversos torcedores. Uma meia dúzia não gostava declaradamente de Ferdinando, um outro monte de meia dúzia abominava mortalmente o Martini, outra meia dúzia vivia pegando no pé do Silas, mais uma meia dúzia tinha “senões” com o Muriqui, Marquinhos nunca foi unanimidade, todo mundo sabe, e até alguns já o chamam de mercenário. Outro grupo de meia dúzia insistia que Léo Gago não era isso tudo. Portanto, juntando meia dúzia daqui, meia dúzia dali, dá quase que uma torcida inteira. O que a direção do Avaí está fazendo é algo como “satisfazer a vontade da maioria”. Quem era crítico antes e reclama que estão saindo agora é hipócrita!
A nossa memória ainda é fresca, nossa campanha do Estadual no ano passado, 2008, era considerada por todos a mais espetacular dos últimos tempos em nosso Estado. Jogávamos um futebol encantador, de encher os olhos, com goleadas homéricas, dando sinais de que aquilo seria muito fácil. Não foi e não quero falar mais disso, pois eis que um certo time, jogando grotescamente algo que era parecido com futebol, foi campeão, com o título caído no colo. Mas é do futebol.
Fomos outra vez para a disputa da série B e alguns já imaginavam outra campanha para “bater na trave”. Não foi e teve até gol de vento sul. Ainda estão em nossas retinas aqueles gols “espíritas” que nosso time fez. Quem acompanhou estes momentos, se emocionou com o que via e acreditou, sabe o que o Avaí pode fazer.
A campanha da série A em 2009 começou com a ressaca do título estadual, ganhado de maneira soberba e absurda, quando muitos dos tais “modinhas” achavam que o Avaí amarelaria, que havia “vendido” um jogo para chegar à final e que ficaria na fila. Corneteiros e secadores, mais uma vez, morderam a língua. O Avaí, de novo, deu mostras de sua capacidade.
No começo da campanha irregular deste ano, houve quem pusesse dúvidas em Silas, em Marquinhos, em jogadores que suavam a camisa do Avaí, e dúvidas em diretores abnegados que se dedicam diuturnamente na Ressacada dando o melhor de si. O balanço do campeonato apresentou um time de porte médio fazendo uma campanha soberba.
Nós fomos muito longe. Muito mais do que se esperava de um time cujo orçamento é pequeno. Mas o Avaí sempre demonstra que pode dar a volta, que pode ir além das expectativas. E, ao final, estes “descrentes” vêm a público dizer que “Zunino é eterno”, “Marquinhos é o cara”, e por aí vai. Alguns até já querem fazer parte da janelinha do ônibus. Tem que dizer antes, tem que esperar pelos bons momentos antes, para não ser tachados de oportunistas depois.
O Avaí fará um belo 2010 e mais uma vez tapará a boca dos críticos de ocasião. Quem acreditar, verá!
Causos do Arantinho

por Arantinho
“Já me dero”
Joaquim Corrêa, mais conhecido como Budum, era o maior fabricante de grelhas para assar peixe. Naquela época a grelha era um utensílio essencial. Todo mundo tinha que ter uma grelha de ferro para assar peixe no braseiro do fogão à lenha. Um peixinho fresco assado para a ceia tinha o seu valor. Hoje se diz janta. Naquela época o almoço era o café da manhã, a janta era ao meio-dia, tinha o café da tarde e ao escurecer tinha a ceia. Minha avó dizia: “Vamos comer cedo porque tem pouca querosene na pomboca.” E quando tinha pouca farinha todos queriam fazer seu pirão primeiro. Não existia mesa na cozinha, era uma esteira grande. Todos sentavam “acocorados” e os miúdos repartiam a comida na tigela ou no alguedar. Se um comesse mais que o outro o “pau comia” ali mesmo. Mesa na sala era para esperar o Divino Espírito Santo.
Mas o Joaquim fazia grelha e tinha que encomendar porque demorava muito para achar o ferro. Um senhor da cidade trocou um cachorro por uma grelha. Ele andava com esse cachorro, muito feliz, pra cima e pra baixo. Até óculos escuro botava no cachorro. Apareceu uma senhora que gostou muito desse cachorro e perguntou para o Budum se não queria vender. Ele pensou bem e olhando para a senhora, lhe disse: “Esse cachorro eu não vendo e não dou porque já me dero”. Depois desse fato o cachorro do Budum ficou conhecido mesmo como “Já me dero”.
Colaboradora da coluna: Kátia Lorenzon Vieira
Mas o Joaquim fazia grelha e tinha que encomendar porque demorava muito para achar o ferro. Um senhor da cidade trocou um cachorro por uma grelha. Ele andava com esse cachorro, muito feliz, pra cima e pra baixo. Até óculos escuro botava no cachorro. Apareceu uma senhora que gostou muito desse cachorro e perguntou para o Budum se não queria vender. Ele pensou bem e olhando para a senhora, lhe disse: “Esse cachorro eu não vendo e não dou porque já me dero”. Depois desse fato o cachorro do Budum ficou conhecido mesmo como “Já me dero”.
Colaboradora da coluna: Kátia Lorenzon Vieira
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Coluna de Quinta
por Alexandre Carlos Aguiar
O que ainda vale à pena?
Estive lendo por aí algumas insatisfações de torcedores com relação às manifestações do ex-técnico do Avaí a respeito de nossos jogadores. Silas os deseja jogando em seu time. Isso acabou gerando uma indisposição, um pigarro mal deglutido, uma saliva grossa que se manifesta quando estamos incomodados. Afinal, qual é a do Silas em querer levar nossos jogadores?
Bom, primeiro é preciso pensar que o futebol que a gente jogava no campinho da rua, aquele onde nem grama tinha, em que a bola, se chutada com mais força acabava por cair no terreno vizinho é muito, mas muito diferente do futebol dos campeonatos promovidos pela FIFA ao redor do mundo, incluindo este no qual somos o 6º melhor classificado. É necessário dizer isso?
De uma certa forma é preciso ressaltar, sim, pois há ainda quem pense que se tratam de coisas iguais. Naquele campinho, depois das peladas, íamos cada qual para nossas casas, viver as vidas cada um e, se adultos, nos reuníamos e tomávamos aquela cevadinha gelada após o entrevero. E tudo acabava em samba, suor e piadas. Acompanhado de uma porção de batatinhas frita. O grau de comprometimento para aquele futebol era zero.
No campeonato de futebol em nos tornamos a sensação todos têm os seus compromissos e cada profissional ali trata este evento como o seu sustento. É dali que muita gente tira algum para pagar contas ou constituir família. E ainda lembro-me de uma frase do Silas, lá no começo de 2008, quando aquele time mágico estava tomando corpo e jeito, e os curiosos e empresários de fora já nos queriam levar nossos recém ídolos, de que era preciso ganhar 500 agora para poder ganhar 1.000 lá na frente.
Os atletas que ganharam 500 lá atrás suportaram tudo. Um campeonato longo, uma campanha estafante, os humores de uma torcida exigente, as insatisfações de uma imprensa medíocre e as incertezas da profissão. E tudo isso por 500. Mas, ao surgirem os contratos de 1.000, eles admitem que ainda valha à pena a profissão que abraçaram.
Como vale à pena continuarmos jogando o nosso futebolzinho de fim de semana, encontrando os amigos, tomando a cevadinha gelada e nos divertindo.
Cada um vive aquilo que lhe é possível e abraçando os seus caminhos conforme vão surgindo os seus compromissos. É da vida!
O que ainda vale à pena?
Estive lendo por aí algumas insatisfações de torcedores com relação às manifestações do ex-técnico do Avaí a respeito de nossos jogadores. Silas os deseja jogando em seu time. Isso acabou gerando uma indisposição, um pigarro mal deglutido, uma saliva grossa que se manifesta quando estamos incomodados. Afinal, qual é a do Silas em querer levar nossos jogadores?
Bom, primeiro é preciso pensar que o futebol que a gente jogava no campinho da rua, aquele onde nem grama tinha, em que a bola, se chutada com mais força acabava por cair no terreno vizinho é muito, mas muito diferente do futebol dos campeonatos promovidos pela FIFA ao redor do mundo, incluindo este no qual somos o 6º melhor classificado. É necessário dizer isso?
De uma certa forma é preciso ressaltar, sim, pois há ainda quem pense que se tratam de coisas iguais. Naquele campinho, depois das peladas, íamos cada qual para nossas casas, viver as vidas cada um e, se adultos, nos reuníamos e tomávamos aquela cevadinha gelada após o entrevero. E tudo acabava em samba, suor e piadas. Acompanhado de uma porção de batatinhas frita. O grau de comprometimento para aquele futebol era zero.
No campeonato de futebol em nos tornamos a sensação todos têm os seus compromissos e cada profissional ali trata este evento como o seu sustento. É dali que muita gente tira algum para pagar contas ou constituir família. E ainda lembro-me de uma frase do Silas, lá no começo de 2008, quando aquele time mágico estava tomando corpo e jeito, e os curiosos e empresários de fora já nos queriam levar nossos recém ídolos, de que era preciso ganhar 500 agora para poder ganhar 1.000 lá na frente.
Os atletas que ganharam 500 lá atrás suportaram tudo. Um campeonato longo, uma campanha estafante, os humores de uma torcida exigente, as insatisfações de uma imprensa medíocre e as incertezas da profissão. E tudo isso por 500. Mas, ao surgirem os contratos de 1.000, eles admitem que ainda valha à pena a profissão que abraçaram.
Como vale à pena continuarmos jogando o nosso futebolzinho de fim de semana, encontrando os amigos, tomando a cevadinha gelada e nos divertindo.
Cada um vive aquilo que lhe é possível e abraçando os seus caminhos conforme vão surgindo os seus compromissos. É da vida!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Bem Vindo Péricles Chamusca
Boa sorte ao novo comandante Azurra, que ele nos dê tantas felicidades quanto Silas. O calendário vai ser grande e trabalho não vai faltar, que a sua juventude traga energia aos nossos jogadores.
Se não era o nome mais comentado entre os torcedores, Péricles Chamusca chega para crescer junto com o nosso clube. O técnico baiano, de 44 anos, começou sua carreira em 1995, quando levou o Vitória ao titulo baiano no mesmo ano. Também teve passagens por São Caetano, Goiás e Botafogo. Foi campeão da Copa do Brasil pelo Santo André em 2004. No Japão treinou o Oita Trinita, pelo qual venceu a Copa da Liga Japonesa em 2008.
Se não era o nome mais comentado entre os torcedores, Péricles Chamusca chega para crescer junto com o nosso clube. O técnico baiano, de 44 anos, começou sua carreira em 1995, quando levou o Vitória ao titulo baiano no mesmo ano. Também teve passagens por São Caetano, Goiás e Botafogo. Foi campeão da Copa do Brasil pelo Santo André em 2004. No Japão treinou o Oita Trinita, pelo qual venceu a Copa da Liga Japonesa em 2008.
Chamusca apareceu para o futebol brasileiro mesmo depois do título pelo Santo André em pleno Maracanã lotado, depois não obteve grandes sucessos, quem sabe 2010 seja novamente o ano para ele voltar a ter destaque nacionalmente, é o que veremos. Estarei torcendo por isso e o ano já começa com a defesa do Catarinense, vamos voltar a ser o mais vezes campeão? Tomara que sim e que o camandante comece com o pé direito. VAI PRA CIMA DELES CHAMUSCA...
Saudações Azurras
Netumba
Coluna de Quinta
por Alexandre Carlos Aguiar
O Truque da Informação
Nestes tempos em que o futebol no campo entrou em férias, surge outro tipo de disputa, tão ou mais competitiva que as próprias partidas: a guerra de informações.
É bem verdade que esta peleja tácita, lacônica do diz-pra-cá, ouve-pra-lá também existe nos momentos em que os gramados e estádios estão repletos de jogadas, uuhhs e gols a rodo, mas o futebol jogado no campo sobrepõe o campeonato virtual das notícias.
Na época em que rareiam as partidas, o sujeito grudado no rádio, atacado com o jornal ou amarrado ao televisor sente-se tão angustiado quanto o jornalista, o especulador ou o fofoqueiro de plantão no domínio da notícia.
E vêem-se situações tão hilárias quanto estapafúrdias, como o treinador que se contava como certa a sua contratação e foi para outro clube, a do jogador que acabou de assinar um contrato e o desfez na próxima esquina, a do dirigente que foi despedido, ou o que foi contratado, a parceria que se desintegrou, a assinatura que não vingou, enfim, são tantos os casos e situações, que o acompanhante de notícias sente-se perdido. E o “jornalista”, desacreditado.
Dessa forma, o truque para uma boa informação é o uso da vírgula, aquela orelhinha inventada para ser usada numa frase, que dá tempo ao informante respirar, engolir a saliva encalhada na garganta e analisar o que está escrevendo, tomando criteriosamente a decisão se deve continuar com aquilo. Porque, uma boa informação não é aquela que se antecipa ao fato, mas é a que é dada no momento certo e com a razão oportuna, sem barrigas, sem desmentidos e sem micos zoológicos.
Estou a esperar urgentemente por uma partidinha, pois assim o facho dos incautos e dos angustiados sossega e a gente passa apenas a se preocupar com o próximo jogo.
O Truque da Informação
Nestes tempos em que o futebol no campo entrou em férias, surge outro tipo de disputa, tão ou mais competitiva que as próprias partidas: a guerra de informações.
É bem verdade que esta peleja tácita, lacônica do diz-pra-cá, ouve-pra-lá também existe nos momentos em que os gramados e estádios estão repletos de jogadas, uuhhs e gols a rodo, mas o futebol jogado no campo sobrepõe o campeonato virtual das notícias.
Na época em que rareiam as partidas, o sujeito grudado no rádio, atacado com o jornal ou amarrado ao televisor sente-se tão angustiado quanto o jornalista, o especulador ou o fofoqueiro de plantão no domínio da notícia.
E vêem-se situações tão hilárias quanto estapafúrdias, como o treinador que se contava como certa a sua contratação e foi para outro clube, a do jogador que acabou de assinar um contrato e o desfez na próxima esquina, a do dirigente que foi despedido, ou o que foi contratado, a parceria que se desintegrou, a assinatura que não vingou, enfim, são tantos os casos e situações, que o acompanhante de notícias sente-se perdido. E o “jornalista”, desacreditado.
Dessa forma, o truque para uma boa informação é o uso da vírgula, aquela orelhinha inventada para ser usada numa frase, que dá tempo ao informante respirar, engolir a saliva encalhada na garganta e analisar o que está escrevendo, tomando criteriosamente a decisão se deve continuar com aquilo. Porque, uma boa informação não é aquela que se antecipa ao fato, mas é a que é dada no momento certo e com a razão oportuna, sem barrigas, sem desmentidos e sem micos zoológicos.
Estou a esperar urgentemente por uma partidinha, pois assim o facho dos incautos e dos angustiados sossega e a gente passa apenas a se preocupar com o próximo jogo.
Causos do Arantinho

por Arantinho
O Cinema
Minha geração vivenciou toda essa transformação do interior da ilha. Nascemos sem luz elétrica. Luz só de “pomboca” ou de lamparina, acesos com óleo de fígado de cação ou com querosene que se comprava lá na Freguesia do Ribeirão da Ilha. Rádio? Somente aos domingos a tarde na casa do Seu Chico Tijucano. Ele “esgaçava” o volume para abafar um pouco o barulho do gerador. Televisão? Nem pensar. Cinema foi mais fácil. Pois volta e meia vinha uma turma da Universidade mostrar “slides” de como se faz isso e aquilo. De vez em quando aparecia um circo. Mas a gente se apaixonava pelas raparigas do circo. Eram bonitas e bem vestidas. Um amigo meu, o Vitor, se apaixonou pela moça que jogava as facas. Queria que ele ficasse lá na frente “imperado” pra ela jogar as facas e acertar de “fininho” a sua cabeça. Morria de medo nessa hora. Então ele se “desapaixonou”.
Mas um dia apareceu um cinema de verdade. O pessoal da Universidade é que trouxe. E o filme foi rodado na parede externa da escola. Todo povo do lugar estava sentado nas escadas da igreja. Noite linda, estrelada. A história era do “Maneca da patente” que ia de lugar em lugar ensinar as pessoas como se fazia um buraco de patente. Longe do curso de água, essas coisas. Pois todo mundo, nesta época, fazia suas “necessidades” fisiológicas no mato. E o povo ali, sentado, vendo o Maneca da patente. O barulhão do gerador nem encomodava, pois todos estavam maravilhados com a novidade do cinema. Até que o tal do Maneca da patente chega em uma fazenda e não encontra ninguém em casa. Começou a brincar e mexer com os bois que estavam presos na mangueira.
Um dos bois fugiu, o mais bravo. O Maneca da patente começou a correr pela estrada afora, e o boi atrás. O Maneca apavorado correndo do boi, então o boi foi crescendo, crescendo, crescendo, até que ficou sozinho inteiro na tela. Bufava e babava de bravo. O boi cresceu muito e parecia que vinha em direção aos expectadores.
Todo mundo já meio “encagaçado”, pois parecia que o boi iria sair da tela. Até que o “istepó” do Seu Leca gritou bem alto: “ Corre pessoal, que o boi vai sair e vai pular em cima de nós”. Pronto, que correria! O pessoal se debandou pela estrada e pelos cafezais que existiam ao lado da igreja. Alguns ainda pararam na praia para esperar o boi, outros correram direto para suas casas. O pessoal da Universidade até que tentou conter aquele “saragaço”, mas não conseguiram. O filme ficou por isso mesmo e nunca ninguém soube o fim do Maneca da patente.
O Cinema
Minha geração vivenciou toda essa transformação do interior da ilha. Nascemos sem luz elétrica. Luz só de “pomboca” ou de lamparina, acesos com óleo de fígado de cação ou com querosene que se comprava lá na Freguesia do Ribeirão da Ilha. Rádio? Somente aos domingos a tarde na casa do Seu Chico Tijucano. Ele “esgaçava” o volume para abafar um pouco o barulho do gerador. Televisão? Nem pensar. Cinema foi mais fácil. Pois volta e meia vinha uma turma da Universidade mostrar “slides” de como se faz isso e aquilo. De vez em quando aparecia um circo. Mas a gente se apaixonava pelas raparigas do circo. Eram bonitas e bem vestidas. Um amigo meu, o Vitor, se apaixonou pela moça que jogava as facas. Queria que ele ficasse lá na frente “imperado” pra ela jogar as facas e acertar de “fininho” a sua cabeça. Morria de medo nessa hora. Então ele se “desapaixonou”.
Mas um dia apareceu um cinema de verdade. O pessoal da Universidade é que trouxe. E o filme foi rodado na parede externa da escola. Todo povo do lugar estava sentado nas escadas da igreja. Noite linda, estrelada. A história era do “Maneca da patente” que ia de lugar em lugar ensinar as pessoas como se fazia um buraco de patente. Longe do curso de água, essas coisas. Pois todo mundo, nesta época, fazia suas “necessidades” fisiológicas no mato. E o povo ali, sentado, vendo o Maneca da patente. O barulhão do gerador nem encomodava, pois todos estavam maravilhados com a novidade do cinema. Até que o tal do Maneca da patente chega em uma fazenda e não encontra ninguém em casa. Começou a brincar e mexer com os bois que estavam presos na mangueira.
Um dos bois fugiu, o mais bravo. O Maneca da patente começou a correr pela estrada afora, e o boi atrás. O Maneca apavorado correndo do boi, então o boi foi crescendo, crescendo, crescendo, até que ficou sozinho inteiro na tela. Bufava e babava de bravo. O boi cresceu muito e parecia que vinha em direção aos expectadores.
Todo mundo já meio “encagaçado”, pois parecia que o boi iria sair da tela. Até que o “istepó” do Seu Leca gritou bem alto: “ Corre pessoal, que o boi vai sair e vai pular em cima de nós”. Pronto, que correria! O pessoal se debandou pela estrada e pelos cafezais que existiam ao lado da igreja. Alguns ainda pararam na praia para esperar o boi, outros correram direto para suas casas. O pessoal da Universidade até que tentou conter aquele “saragaço”, mas não conseguiram. O filme ficou por isso mesmo e nunca ninguém soube o fim do Maneca da patente.
Colaboradora da coluna: Kátia Lorenzon Vieira
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Coluna de Quinta
por Alexandre Carlos Aguiar
Os cuidados com a diferença
Há poucos dias algumas pessoas, postulantes ao cargo de presidente do Flamengo, participaram de um debate realizado por um canal de TV paga no Brasil. Discutiam, dentre outras coisas, principalmente a dívida que tem o time carioca, que poderá ser campeão brasileiro pela 6ª vez neste domingo. Embora houvesse divergências quanto ao valor, trata-se de um número estratosférico até para realidades européias.
Os cuidados com a diferença
Há poucos dias algumas pessoas, postulantes ao cargo de presidente do Flamengo, participaram de um debate realizado por um canal de TV paga no Brasil. Discutiam, dentre outras coisas, principalmente a dívida que tem o time carioca, que poderá ser campeão brasileiro pela 6ª vez neste domingo. Embora houvesse divergências quanto ao valor, trata-se de um número estratosférico até para realidades européias.
Analisando o currículo do Flamengo nos últimos 10 anos ele honrou um 3º lugar em 2007, mas nos outros ele não passava da metade da tabela e chegou a brigar contra o rebaixamento insistentes vezes, prova que seu desempenho foi, para ser otimista, sofrível. Mas nunca foi rebaixado.
Nas citadas entrevistas, em nenhum momento se vê um plano de metas, um planejamento, uma aula de administração. Nada disso. Fala-se em resgate de credibilidade, em trazer os velhos parceiros, em amor, em motivação pelo clube, em coisas não tangíveis, onde não há indicadores, não há acompanhamento, onde não há metas palpáveis. E, evidentemente, os resultados mostram o quanto isso inexiste no time da Gávea. O Flamengo chegou a ter o patrocínio mais poderoso do Brasil, a estatal brasileira do petróleo, cujos índices nas bolsas de valores deixam os investidores a coçarem freqüentemente seus cofres.
E, no entanto, o Flamengo chega à rodada final do Brasileirão neste domingo de 2009 como virtual campeão e trazendo, não um time espetacular, nós avaianos já sabemos, mas um patrimônio invejável: a sua torcida. É sabido que de cada 3 brasileiros, 1 é flamenguista, ou simpatizante ao menos. É um dos times de maior torcida no mundo, perdendo, suspeita-se, apenas para o Chivas Guadalajara do México. Cada jogo do Flamengo gera fortunas para lá e para cá. A marca do Flamengo é considerada uma das 10 mais apreciadas em todo o planeta. E, todavia, vive na pindaíba. Se cada torcedor do Flamengo desse um real, um realzinho por mês para o clube, a sua dívida seria paga em poucos meses e o que restaria daí se faria bons times para os campeonatos seguintes.
Ou seja, a torcida do Flamengo é capaz disso, de levar seu time ao Universo.
Por isso, ao falar do Flamengo, quero enaltecer é a campanha do Avaí em 2009. Claro, sou torcedor, daqueles bobões, daqueles que choram na arquibancada, que sente o coração palpitar ao ver o time entrar em campo. É fácil falar assim. Mas, quero falar como apreciador do futebol, como homem que estuda, que lê tudo e todos, que estamos é muito bem na foto, fale quem quiser e sintam dores os recalcados e mal amados.
O Avaí foi ao Maracanã e jogou de igual para igual contra o virtual campeão. E deu um chocolate na Ressacada, com Adriano e tudo. Ali era o Flamengo, com sua camisa, sua história, suas glórias e parte de sua torcida presentes.
Quais as diferenças entre Avaí e Flamengo? Muitas, diversas, enormes, mas convivemos com as diferenças neste campeonato e as suplantamos. Tenho orgulho em ser avaiano.
E, no entanto, o Flamengo chega à rodada final do Brasileirão neste domingo de 2009 como virtual campeão e trazendo, não um time espetacular, nós avaianos já sabemos, mas um patrimônio invejável: a sua torcida. É sabido que de cada 3 brasileiros, 1 é flamenguista, ou simpatizante ao menos. É um dos times de maior torcida no mundo, perdendo, suspeita-se, apenas para o Chivas Guadalajara do México. Cada jogo do Flamengo gera fortunas para lá e para cá. A marca do Flamengo é considerada uma das 10 mais apreciadas em todo o planeta. E, todavia, vive na pindaíba. Se cada torcedor do Flamengo desse um real, um realzinho por mês para o clube, a sua dívida seria paga em poucos meses e o que restaria daí se faria bons times para os campeonatos seguintes.
Ou seja, a torcida do Flamengo é capaz disso, de levar seu time ao Universo.
Por isso, ao falar do Flamengo, quero enaltecer é a campanha do Avaí em 2009. Claro, sou torcedor, daqueles bobões, daqueles que choram na arquibancada, que sente o coração palpitar ao ver o time entrar em campo. É fácil falar assim. Mas, quero falar como apreciador do futebol, como homem que estuda, que lê tudo e todos, que estamos é muito bem na foto, fale quem quiser e sintam dores os recalcados e mal amados.
O Avaí foi ao Maracanã e jogou de igual para igual contra o virtual campeão. E deu um chocolate na Ressacada, com Adriano e tudo. Ali era o Flamengo, com sua camisa, sua história, suas glórias e parte de sua torcida presentes.
Quais as diferenças entre Avaí e Flamengo? Muitas, diversas, enormes, mas convivemos com as diferenças neste campeonato e as suplantamos. Tenho orgulho em ser avaiano.
sábado, 28 de novembro de 2009
São Caetano e a Última Rodada...

São Caetano me trás boas lembranças, fomos campeões da Série C em 1998 lá dentro, mesmo perdendo. Ano passado quando subimos dentro de campo para a Série A e finalizando a série B, jogamos nossa última partida no Anacleto Campanela empatando em 3x3 com gols de Evandro, Rafael Costa e Emerson. Esse ano...
Saudações Azurras
Netumba
Saudações Azurras
Netumba
Alegria da Criançada

Domingo é dia de doar brinquedos! Falta menos de um mês para o Natal! Lembro-me dos tempos de criança e de todos os desejos que tinha em relação a todos os brinquedos que eram expostos na TV e que implorávamos para que nossos pais comprassem. As vezes ganhava o brinquedo outras não, tempos de vacas magras. Era duro abrir os presentes e aquele que eu tanto queria eu nao ganhava, não que minha mãe não queria me dar, as vezes não dava. Eu sei bem o valor de um presente, e não me refiro ao valor material, eu já fiz a minha parte e espero que todos os amigos façam a sua, vamos doar um brinquedo para a campanha "Um Só Coração" e fazer um Natal feliz para várias crianças. Domingo a Ressacada vai se despedir do brasileirão Série A 2009, um ano inesquecível, vamos levar um brinquedo para se juntar aos mais de 4 mil já doados, vamos fechar o ano com chave de ouro.
Saudações Azurras
Netumba
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Obrigado Silas!

Foram dois anos de muitas alegrias, mas infelizmente o ciclo acabou. Conversando com amigos blogueiros durante o lançamento do portal Avaí Mania chegamos a um consenso, era a hora da despedida. Sabíamos que esse momento chegaria, mas não estávamos preparados, a torcida azurra está mal acostumada: acesso à série A, Campeão Catarinense, Copa do Brasil, Sul-Americana e time sensação do brasileiro... ufa! É muita coisa, melhor ainda que isso tudo aconteceu depois de um jejum grande, depois de muita gozação, gozação que ficou para trás, ou melhor, que passou pro lado de lá da ponte!
Boa sorte ao Silas e muito obrigado por tudo, seu lugar está marcado no hall dos melhores profissionais que passaram pelo Avaí, até agora o melhor técnico que passou por aqui, porém nosso futuro é promissor e um novo técnico também pode fazer história, ainda mais com a estrutura que o Presidente Zunino e a sua administração montou.
Boa sorte Silas, e boa sorte Grêmio, seu novo clube, menos aqui na Ressacada, aqui quem manda é o Leão, e o Silas sabe bem disso!
Saudações Azurras
Netumba
Boa sorte ao Silas e muito obrigado por tudo, seu lugar está marcado no hall dos melhores profissionais que passaram pelo Avaí, até agora o melhor técnico que passou por aqui, porém nosso futuro é promissor e um novo técnico também pode fazer história, ainda mais com a estrutura que o Presidente Zunino e a sua administração montou.
Boa sorte Silas, e boa sorte Grêmio, seu novo clube, menos aqui na Ressacada, aqui quem manda é o Leão, e o Silas sabe bem disso!
Saudações Azurras
Netumba
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